Biografia
- Quem é Wanderley
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- O apoio da família
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- O bom humor
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- 30 anos de rádio
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A amizade - |
- Dicas para viver bem
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AA - Como você começou na profissão? WN - Eu trabalhava em jornais e trabalhava também no Grupo Sílvio Santos. Trabalhei 12 anos no Grupo Sílvio Santos. Então, era uma loucura porque eu trabalhava até às seis da tarde no escritório central do Grupo Sílvio Santos e saía, tirava o terno, e ia embora para a redação dos Diários Associados, na rua Sete de Abril, ou para a Federação. Depois eu comecei a assinar uma coluna chamada FPF Pegando Fogo. Era uma coluna bem apimentada e era uma coluna muito legal no Diário Popular e no Popular da Tarde. Fiz isso todo esse tempo. Quando chegou num determinado momento, cheguei para a Nilde, minha mulher - nós tínhamos casado em 75 - e disse para ela que não suportava mais. Disse que ia pedir demissão do Grupo Sílvio Santos. É uma maravilha, eu adoro trabalhar lá, mas o meu negócio é jornalismo, mesmo. Não tem jeito. Isso foi mais ou menos em 1977. AA - Você fazia jornalismo no Grupo Sílvio Santos? WN - Não, eu trabalhava na área de propaganda e marketing. Andava de terno, tinha secretária, essas coisas todas. Mas eu falava: não tem mais jeito. Eu vou ficar doente, quero jornalismo. Só para se ter uma idéia, eu ganhava cinco vez mais do que a oferta que eu tive na ocasião para trabalhar na Rádio Jovem Pan. Eu perguntei para a Nilde: "Quando a gente precisa para viver?". Fizemos as contas. Deu para empatar. A proposta cobria rigorosamente as despesas, mais nada. Quer dizer, a gente no podia ter nem uma gripe. E lá, no outro emprego, o dinheiro sobrava. Cinco vezes mais. Aí, eu falei para ela: "Você topa?" Ela respondeu: "Topo". Então, vou pedir demissão. Pedi demissão. Todos foram maravilhosos comigo, queriam que eu continuasse. Foi exatamente na época em que o Sélvio comprou a TV Record. Eles disseram: "Então, já que você quer trabalhar com jornalismo, a gente arruma uma maneira de você ir para a TV Record". Mas eu não aceitei. Eu queria cortar o cordão, eu queria a Jovem Pan. Antes de sair falei: "Só peço um favor: se não der certo na Jovem Pan, gostaria que vocˆs deixassem a porta aberta para mim". Fechado. E eu fui. Então, fui ganhar cinco vezes menos e minha filha estava quase nascendo, a Patrícia. Eu entrei na Jovem Pan no dia 7 de julho de 1977 e a Patrícia nasceu no dia 13 de julho de 1977. Alguns dias depois de eu começar na Pan. Então, ela cresceu aqui na Pan. Cresceu comigo na Pan. Saiba Mais: O apoio da família |
Entrevista a Álvaro Alves de Faria, extraída do livro "Jovem Pan: A Voz do
Rádio" (RG Editores)
AA - Wanderley Nogueira é uma pessoa que, estando em Lisboa às 3 horas da madrugada (23 horas no Brasil), numa casa de fados na Alfama, ao lado de sua mulher Nilde, liga pelo celular e diz:
WN - Poeta, estou tomando um vinho e me lembrei de você. Quero que você ouça este fado.
AA - E deixa o som do fado com seu poema de amor atravessar o Oceano Atlântico.
AA - Depois pergunta:
WN - Gostou?
AA - Em sequida diz:
WN - Tomo um gole em sua homenagem!
AA - E desliga.
AA - Coisas assim revelam quem é Wanderley Nogueira, repórter de esporte da Jovem Pan, amado por todos por sua competência e cordialidade constante em tratar com as pessoas, com seus cinco cães e ao cuidar, todos os dias, da gruta que tem no enorme quintal, homenagem à Nossa Senhora...
Veja Também
- Álbum de fotos pessoais
- Sr. Octávio Rizzo, pai de Wanderley Nogueira.
Foto: Arquivo Pessoal
